Origem


Os ovinos primitivos dos condados de Dorset e Somerset, no sudoeste da Inglaterra, eram pequenos, rústicos, com pequenos chifres, membros longos, lã branca e escassa, mas produtores de carne muito apreciada. Inicialmente, foram cruzados com Leicester e Southdown, posteriormente com Merino seguindo-se um processo seletivo, onde o Dorset original é aspado, sendo denominado Dorset Horn na Inglaterra e simplesmente Dorset nos Estados Unidos.
O atual Pol Dorset tem duas origens: Em uma é o produto de mutação genética que ocorreu num plantel Dorset Horn puro de pedigree (PO) da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos e após sete anos de pesquisa foi possível obter uma linhagem mocha que em 1956 foram registrados os primeiros Pol Dorset no Continental Dorset Club. Já a outra origem ocorreu na Austrália, entre 1937 e 1960, foi produto de sucessivos cruzamentos entre o Dorset Horn com raças mochas, entre elas o Corriedale e Ryeland, que após atingirem o grau de pureza e o fenótipo desejado a raça foi registrada em 1974.

Aspecto Geral

Ovino produtor de carne, apresenta lã curta e branca, de tamanho médio, segundo o padrão atual de corpo comprido e de excepcional conformação que corresponde a uma carcaça de qualidade.

Cabeça

Mocha, forte, denotando robustez, perfil nasal retilíneo. A lã cobre a parte inferior da mandíbula, a nuca e parte superior da cabeça, formando um topete acima dos olhos e descendo em pequena quantidade pela parte lateral da cara formando os canais lacrimais e deixando completamente livre os olhos, as orelhas, a parte frontal da cara e o nariz são cobertos de pelos curtos, suaves e brancos, as mucosas nasais, pele entre as narinas, lábios e bordas das pálpebras devem ser rosados e livres de pigmentos pretos ou escuros.
As orelhas são de tamanho mediano, implantadas horizontalmente, com o pavilhão voltado para a frente, nuca e testa largas, olhos brilhantes e bem separados entre si, sendo admissível estrias escuras nas pálpebras e sardas pequenas na pele desprovida de lã e pelos (na cara e orelhas), cara larga e de comprimento mediano, com a extremidade do nariz e boca (morro) formando uma circunferência grande, a cabeça em qualquer parte deve ser coberta de lã ou pelos, não sendo admissível pigmentos ou manchas pretas e nem escuras.

Pescoço

De comprimento moderado, bem implantado no corpo de modo a manter a cabeça levantada bem acima da linha de lombo e nos machos deve ser largo em com leve arco.

Peito

Profundo, largo e moderadamente proeminente não devendo apresentar rugas na pele, nem babeiro na parte inferior.

Corpo

Típico do ovino produtor de carne moderno, comprido, profundo, musculoso, com dorso, lombo e anca formando um plano largo e comprido, desde a cruz até a inserção da cola, anca larga, comprida e musculosa com pouquíssima inclinação entre as pontas das cadeiras (ílio) e as pontas das nádegas (ísquio). A cola é a de inserção alta e o sacro é nivelado com a linha dorso lombar, as paletas carnudas, bem afastadas, mantendo paralelismo entre si com extremidades niveladas com a linha dorso-lombar e com a anca. Os quartos traseiros são musculosos, entre pernas largo e profundo com períneo comprido e perpendicular, as nádegas são musculosas e compridas descendo até próximo aos garrões, proporcionando um traseiro pesado e o costilhar apresenta bom arqueamento e profundidade.

Membros

Bem aprumados, com osso adequado ao desempenho da raça, as falanges (quartelas) devem ser curtas, fortes e bem posicionadas, os cascos bem formados e brancos (sendo admissível discretas raias pretas nos cascos, mas casco totalmente preto é motivo de desclassificação) e os membros são cobertos de lã (manchas escuras ou negras nos membros são consideradas defeitos graves).

Pele

Não ser muito solta, mas deve ser suave, livre de grandes rugas e de cor rosada (mas nas áreas desprovidas de pelos e lã são admissíveis sardas de cor de café ou pigmentos negros, mas não são admissíveis manchas definidas negras ou escuras).

Velo

Muito branco, denso e livre de kemps e de fibras pretas ou escuras, pesa de 2 a 3 Kg nas ovelhas (com rendimento ao lavado que varia de 50 a 70%), mechas com 6 a 10 cm de comprimento, fibras com diâmetro de lã variando de 27 a 32 micrômetros, o que corresponde na Classificação Brasileira às finuras Cruza 1, Cruza 2 e Cruza 3, e 58´s a 46´s na Escala de Bradford. Manchas escuras ou pretas são consideradas defeitos graves.

Aptidões

- Raça especializada para a produção de carne.
- Excelente produção de leite e habilidade materna, o que resulta em alta taxa de sobrevivência e velocidade de crescimento dos cordeiros, com carcaças pesadas e baixo teor de gordura.
- Machos adultos pesam de 100 a 125 Kg.
- Fêmeas adultas pesam de 65 a 90 Kg.
- Rendimento de carcaça varia de 54 a 60%.
- Alta prolificidade, atingindo de 110 a 130% de parição.
- Alta fertilidade e precocidade na maturidade sexual.
- Duração estacional de cio é muito prolongada, entrando em cio muito cedo no ano e produzindo cordeiros em diferentes épocas do ano.
- Raça muito adequada ainda para cruzamentos industriais com a finalidade de produção de cordeiros para abate.
- Muito adequada para cruzamentos terminais.

Defeitos

- Mancha escura no pelo ou na lã.
- Excesso de pele, rugas grandes.
- Canais lacrimais excessivamente grandes.
- Orelhas grandes e pendentes.
- Testículos anormais.
- Pálpebras invertidas.
- Falanges débeis, muito compridas, mal posicionadas.
- Deformações bucais.
- Defeitos de aprumos que possam prejudicar o desempenho funcional, reprodutivo ou a estética.
- Pelos muito finos, sedosos.
- Ausência de pelos nas áreas que deveriam ser cobertas.
- Pouca musculatura, constituição débil.
- Cascos completamente pretos.
- Pele preta entre as narinas.
- Fossas nasais ou focinho de cor escura ou preta.
- Velo preto, escuro, manchado com preto ou de qualquer cor que não a branca.