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Diretoria.

05/06/2020

A abertura de novos mercados, como o do Kuwait, para as carnes de ovinos e caprinos do Brasil vem despertando o olhar de empresas e órgãos governamentais para tornar o setor exportador.

São Paulo – O setor de caprinos e ovinos do Brasil tem uma nova oportunidade aberta no cenário internacional. Desde março deste ano, já é possível exportar este tipo de carne ao Kuwait. O país do Golfo já havia manifestado interesse pela carne ovina do Brasil em 2017, através da Autoridade Pública para Agricultura e Recursos da Pesca.

A demanda, no entanto, não tem perspectiva de ser atendida no curto ou médio prazo. Isso porque o Brasil ainda precisa importar carne ovina para atender seu consumo próprio de países como o Uruguai, enquanto o setor de caprinos tem pouco incentivo para produzir e carece de maior organização. Segundo os indicadores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil importou 6,39 milhões de quilos de carne de ovino e caprino em 2019.

Hoje, o rebanho nacional de caprinos gira em torno de 9,8 milhões de animais, sendo que 90% se concentra no Nordeste. Já os ovinos são 18 milhões – 60% está no Nordeste e 25% no sul do País. A produção de carne de ovinos é de 91 milhões de toneladas. Para suprir o mercado interno, o Brasil ainda importa pelo menos 10% do volume que consome, a maior parte do Uruguai.

Exportação

Segundo o pesquisador Marco Bomfim, chefe-geral da unidade Caprinos e Ovinos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que participou da missão da Embrapa aos Emirados Árabes Unidos, o Brasil está atento à procura externa. “Temos um mercado de exportação demandante. Tivemos demanda do mercado árabe, de países como o Egito. Mas hoje o sistema da caprinocultura no país não está preparado. Normalmente, a necessidade é de animais vivos. Há uma perspectiva porque a cadeia tem crescido. Nos últimos anos cresceu 75% no país. A cadeia está se organizando. Temos vários abatedouros especializados visando esse mercado no Oriente Médio”, afirmou em entrevista por telefone.

Uma fonte no Kuwait informou à ANBA que a demanda pelo produto realmente existe, mas seria preciso um longo planejamento para definir o volume, a qualidade e a que preço o Brasil poderia entregá-la. Segundo a fonte, assim como o mercado de frango é todo brasileiro no Kuwait, o de ovinos e caprinos é totalmente da Nova Zelândia. Já os caprinos comprados pelo país árabe são vendidos principalmente por nações como a Somália e a Índia, ambos mais próximos geograficamente ao Kuwait do que o Brasil.

Para driblar estas barreiras, Marco Bomfim acredita que os produtores têm a seu favor experiências prévias do setor de bovinos e aves. “Como o Brasil tem uma ótima relação com esses países, há uma perspectiva de fazer esse mix para comercialização. A ministra da Agricultura [Tereza Cristina] esteve no ano passado no Egito, onde houve demanda por 10 mil cabeças de caprinos. Não estamos ainda preparados para suprir isso, mas é uma demanda real”, explicou.

A ideia é que o setor se beneficie da logística já estabelecida pelos embarques das outras carnes. “As perspectivas são muito boas. Não é para curto prazo, mas o Mapa tem incentivado a diversificação. Já há um interesse muito grande em animais vivos, mas em alguns países é importante que o abate seja halal aqui”, explicou ele.

Entre os árabes, a maior procura é por cordeiros, enquanto os caprinos são mais vistos como rebanho para produção de leite. Os Emirados possuem, segundo Bomfim, pequenos criadores de caprinos e ovinos. Esse é um dos pontos que o país árabe quer que a Embrapa apoie ao estabelecer um escritório lá, o que está em negociação. “Lá há pequenos criadores de caprinos e ovinos e, entre outras, há a ideia de levar tecnologias que a Embrapa utiliza no semiárido brasileiro para apoiar essa criação”, disse.

Organização: o ponto chave

Para chegar ao mercado externo, no entanto, o pesquisador lembra que é preciso que o país se estruture melhor. A expectativa é que sejam levados pelo menos cinco anos para amadurecer o ambiente interno e, só então trabalhar em contratos internacionais. “A organização da cadeia talvez seja nosso maior desafio. A ideia é fortalecer esses grupos produtivos, associações e cooperativas ligadas a abatedouros. O primeiro passo seria ocupar esse espaço no mercado nacional com carne de valor agregado e na sequência ganhar musculatura para entrar em contratos internacionais”, apontou.

Uma das soluções pode estar em unificar cooperativas para que produção e abate ganhem maior escala. “Essa é uma perspectiva de futuro, das cooperativas se associarem”, explicou Bomfim. Mesmo pensamento tem o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Caprinos (ABCC), Arlindo Ivo, que vê necessidade de organização, especialmente no abate. “Uma exportação agora não poderia ser muito expressiva por conta disso, o abate é muito pulverizado. Para enfrentar uma exportação de carne teria que ter toda uma reorganização na cadeia e a produção ser dirigida praticamente para dois ou três abatedouros apenas”, explicou.

Ainda assim, Ivo tem visto iniciativas do setor privado para fazer um abate em maior escala. “Deve começar a funcionar no próximo ano, em Pernambuco, um abatedouro específico para caprinos e ovinos. Aí acho que se começa a ter uma organização dessa cadeia dirigida para um objetivo específico”, relatou o presidente, frisando que essa planta será apenas para abastecer o sul e sudeste do Brasil. Para Ivo, investimentos como esse são o início de processo de organização da cadeia. “Daqui uns 10 anos pode ser que exportemos. Que tem futuro, tem. Acho que primeiro tem que dar certo e o criador ser melhor remunerado se não ele não continua abatendo”, concluiu ele.

Fonte: Thais Sousa – Agência de Notícias Brasil-Árabe

 

02/06/2020

A participação dos ovinos na exposição também foi tema durante a reunião da diretoria da ARCO, onde ficou definido as inscrições só serão abertas quando as entidades promotoras da Expointer se posicionarem oficialmente quanto a data de realização da feira.

“O nosso departamento de exposições está com tudo praticamente pronto, mas precisamos seguir as orientações dos órgãos promotores para então iniciarmos o período de inscrição dos animais” , disse o presidente da ARCO, Edemundo Gressler.

 

03/06/2020

Uma reunião na tarde desta terça-feira (2) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, entre as diferentes áreas da SEAPDR (Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural), discutiu questões administrativas e estruturais para a realização da Expointer.

A Expointer ocorrerá durante o mês de setembro, ainda sem data precisa, e não mais no final de agosto, como inicialmente previsto.

Também estão sendo estudados e projetados diferentes cenários, de acordo com a situação epidemiológica do momento: bandeira amarela ou laranja ou outra bandeira. E está em discussão como será o acesso do público, se com maior ou menor restrição.

Estas definições serão melhor avaliadas em reunião a ser agendada com a Secretaria Estadual da Saúde.

“Todas as medidas quanto a segurança sanitária do Parque, no caso de realização da Expointer, serão tomadas em conjunto com a Secretaria Estadual da Saúde, para que não se corra nenhum risco e para que possamos garantir a segurança para os frequentadores do Parque”, afirma o Secretário da Agricultura Covatti Filho.

ARCO na Expointer 2020

 

A participação dos ovinos na exposição também foi tema da reunião, onde ficou definido que a ARCO só abrirá as inscrições quando as entidades promotoras da Expointer se posicionarem oficialmente quanto a data de realização da feira. “O nosso departamento de exposições está com tudo praticamente pronto, mas precisamos seguir as orientações dos órgãos promotores para então iniciarmos o período de inscrição dos animais”, diz Gressler.

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Foto: Emerson Foguinho 

Fonte: Agora no RS

 

 

02/06/2020

Estímulo aos associados

Durante a reunião da diretoria executiva da entidade realizada na tarde dessa segunda-feira, dia 1º de junho, foi definido que, por 100 dias, serão zeradas todas as multas por atraso de comunicados.

A iniciativa da direção se dá em função da pandemia do novo corona vírus e também pela estiagem que afeta ainda muitos estados do Nordeste e até do Rio Grande do Sul, dois problemas que refletem diretamente nos resultados dos produtores rurais.

“Somos uma entidade de representatividade nacional e temos o dever de pensar em todos os nossos associados” diz o presidente Edemundo Gressler ressaltando que o Brasil tem dimensões continentais e características muito próprias de clima e biomas em cada região. “Nossas ações são criteriosamente planejadas para acessar a todos e entendemos que todos os serviços foram afetados, não só pela Covid-19, mas também pela grave seca que atingiu o RS e vários estados do Nordeste”, conclui.

A retirada das multas entra em vigência imediata e vai até 09 de setembro, quando a ação será reavaliada pela diretoria da ARCO.

A entidade iniciou também uma auditoria interna, principalmente na avaliação do seu cadastro de associados, o que tem possibilitado, através do contato direto com os criadores, a melhor forma de sanar pendências e estimulando a permanência na ovinocultura e mantendo o registro dos seus rebanhos.

É importante ressaltar, diz o presidente, que mesmo durante o período crítico da pandemia na cidade sede da ARCO, o trabalho no Setor de Registro seguiu ocorrendo quase que em sua normalidade porque os associados podem realizar seus comunicados de forma on-line. A ARCO tem praticamente 70% dos seus serviços realizados via internet o que dá ao criador, além de comodidade e agilidade, um desconto de 9,09% e gera uma economia significativa de papel, demonstrando a responsabilidade que a entidade tem com o meio-ambiente.

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ASCOM ARCO