17/03/2020

 

O Sindicato Rural de Porto Alegre, atendendo ao exposto pelos órgãos oficiais de saúde e pela Administração Pública de Porto Alegre, acaba de suspender a realização da Fepoagro na data prevista. Outra data deverá ser anunciada assim que tudo se normalizar.

 

17/03/2020

 

Com muita tristeza, nós da organização do setor de ovinos e caprinos da Sociedade Rural do Paraná comunicamos a todos os amigos criadores que a Exposição Agropecuária e industrial de Londrina 2020 (ExpoLondrina) foi CANCELADA, atendendo ao exposto no Decreto nº 327 - da Prefeitura de Londrina, emitido em 17 de março 2020.

Aproveitamos para agradecer imensamente a todos os Criadores de dentro e fora do Paraná  que prepararam seus animais com tanto amor em prol da divulgação e crescimento da ovinocultura em nosso estado e País, agradecemos também a todos os Patrocinadores parceiros do evento, Expositores, a ARCO, a OVINOPAR e aos estagiários e funcionários que aceitaram fazer da Expo Londrina 2020 mais um sucesso. 

Cordialmente 

Equipe de organização do setor de ovinos e caprinos - SRP

10/03/2020

 

A Sociedade de Criadores de Merino Australiano do Uruguai avisa a todos os criadores que o tradicional Dia do Merino ocorrerá no dia 13 de março, próxima sexta-feira na Associação Rural de Paysandu.

Estão todos os criadores convidados!

Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

13/03/2020

 

A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos – ARCO, juntamente com o Sindicato Rural de Santiado, Unistalda e Capão do Cipó, informam que estão abertas até o dia 17 de abril as inscrições para a Fenovinos RS de 2020 que será na cidade de Santiago (RS) e ocorrerá de 29 de abril a 3 de maio.

É a segunda vez que Santiago, Unistalda e Capão do Cipó sediam uma edição da Fenovinos, foi em 2014. Santiago foi escolhida como sede da 33ª Feira Nacional Rotativa de Ovinos, durante a edição da feira no ano passado que ocorreu em Pelotas.

Os municípios, em parceria com os Sindicatos Rurais e ou Associações Rurais que desejarem sediar a 34ª FENOVINOS, em 2021, deverão, preferencialmente, em até 15 dias antes do início da feira, enviar à ARCO documento oficializando sua intenção. E, caso haja, mais de uma cidade candidata haverá eleição para escolha da sede da próxima feira. 

A escolha é feita pelos expositores presentes na feira e aos candidatos é oferecido espaço para defesa de sua cidade.

Uma novidade para esta edição da Fenovinos decidida pela Comissão Organizadora é que o saldo das inscrições, após o pagamento das despesas será dividido entre as Associações Promocionais de Raça, proporcionalmente ao número de animais inscritos.

Na edição Pelotense da feira participaram  250 ovinos de 12 raças mais a variedade Naturalmente Colorida. Sendo, Merino Australiano, Ideal, Corriedale, Romney Marsh, Hampshire Down, Texel, Ile de France, Suffolk, Poll Dorset, Dorper, Crioula, White Dorper e Naturalmente Coloridos.

A Fenovinos foi criada em 1987 pela ARCO com o intuito de fomentar o desenvolvimento da ovinocultura em regiões onde ela ainda não está firmada como força produtiva. Atualmente Rio Grande do Sul e Paraná realizam a Fenovinos.

 

 

 

02/03/2020

Um estudo da Embrapa subsidiou uma inovação recente na comercialização de ovinos no estado de Mato Grosso do Sul.

Trata-se de um modelo denominado Propriedade de Descanso de Ovinos para Abate (PDOA), que recebe animais de diversas propriedades do estado e se responsabiliza pelo seu embarque para frigoríficos.

Graças a esse novo sistema, em 2019, foi movimentada a maior quantidade de animais dos últimos cinco anos: 1.510 cordeiros. Nos anos anteriores, essa quantidade variou entre 1.100 e 1.460 animais.

A iniciativa é decorrente de articulações entre os setores público e privado e nasceu com o propósito de solucionar um dos maiores entraves à ovinocultura na região: a estrutura para comercialização dos animais.

Mesmo sendo o detentor do nono maior rebanho de ovinos do País, com quase oito mil propriedades, o Mato Grosso do Sul ainda conta com poucos estabelecimentos rurais com capacidade de produzir em larga escala para atender ao mercado consumidor.

Ovinos em Mato Grosso do Sul

Segundo o Censo Agropecuário 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Mato Grosso do Sul conta com 7.783 estabelecimentos agropecuários com criação de ovinos para um rebanho de 271.326 cabeças, o que resulta, em média, 35 animais por fazenda.

Produtores aprovam a inovação

A PDOA funciona desde 2013 na Fazenda Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande (MS), sob a coordenação da médica veterinária Ana Cristina Andrade Bezerra, e tem contribuído para superar gargalos de produção, com ganhos reais para criadores e compradores de ovinos.

"O maior benefício para o produtor é a facilidade de comercializar com compradores de grandes lotes um número menor de cabeças, já que vários se reúnem para atender a um pedido maior.

Os compradores também são beneficiados, especialmente com a redução nos custos de frete," destaca Sônia Beretta, produtora de Sidrolândia (MS), que ingressou na atividade da ovinocultura em 2011.

O também produtor Cláudio Beretta ressalta que quando um veículo de frigorífico percorre propriedades costuma reunir uma carga de, no mínimo, 80 cabeças.

"É difícil para um pequeno criador ter uma quantidade dessas para vender de uma só vez. Ele tem que passar por diversas propriedades, o que pode encarecer o frete e dificultar o trabalho.

Com a criação da PDOA, o comprador tem acesso a uma carga grande de uma só vez porque os animais estão reunidos. Isso é a maior vantagem: viabilizar a ovinocultura para propriedades de todo tamanho", ressalta.

Na PDOA, os produtores rurais podem encaminhar seus animais, mesmo em quantidades menores, para que lá componham lotes de maior quantidade, o que é vantajoso para compradores.

A negociação se dá pelo volume total de ovinos embarcados, fazendo com que cada criador receba, individualmente por seus animais, o mesmo preço dos demais participantes.

Para Fernando Reis, pesquisador do Núcleo Centro-Oeste da Embrapa Caprinos e Ovinos, que fica sediado na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), esse modelo pode superar obstáculos como a pulverização dos rebanhos no estado, que dificulta a formação de lotes para transporte ao frigorífico, o que costuma impulsionar um abate informal, muitas vezes sem controle sanitário, ou a venda direta para intermediários, que nem sempre é vantajosa economicamente para o produtor rural.

"Pode-se destacar que a PDOA se tornou uma ferramenta que tem possibilitado não somente a viabilização comercial dos animais criados por pequenos produtores, como tem conscientizado para melhoria da produção, padronização e oferta de acordo com as exigências do mercado. Ela também permite uma negociação mais justa, mesmo daqueles que não possuem muitos animais para venda direta", frisa o pesquisador.

Qualidade do produto e bem-estar animal

Além de facilitar a comercialização em escala maior e mais profissionalizada, o modelo da PDOA também apresenta, segundo os produtores rurais participantes, benefícios para a qualidade do produto final e para o bem-estar animal. Um desses benefícios é a melhor padronização dos lotes de animais a serem entregues aos frigoríficos.

"Ainda é difícil produzir ovinos de maneira uniforme em termos de precocidade, ganho de peso e no acabamento. Mas essa união de produtores ameniza essa dificuldade e faz com que possamos entregar lotes cada vez mais uniformes e padronizados. Com isso ganha o produtor, a indústria e o consumidor", avalia a produtora rural Sônia Beretta.

O médico veterinário e ovinocultor Osvaldo Rodrigues, de Campo Grande (MS), que costuma encaminhar animais três vezes por ano para comercialização via PDOA, também vê vantagens para o bem-estar dos animais. "Se o veículo passa maior tempo para reunir um lote de animais, existe o risco daqueles já embarcados de sofrerem com sede ou fome. Temos compradores até mesmo de estados vizinhos, como São Paulo, e essa formação de lotes facilita", afirma.

O modelo da PDOA também pode ser positivo por concentrar a inspeção sanitária em um só local, favorecendo a rastreabilidade dos produtos comercializados.

No dia programado para o embarque é obrigatória a presença de um fiscal estadual agropecuário para avaliar condições sanitárias de acordo com as normativas de defesa agropecuária locais.

Articulação para política pública

Para implantação da PDOA em Campo Grande, foi necessário um trabalho de articulação entre diversas instituições ligadas ao setor produtivo.

"A Embrapa teve influência decisiva pelos trabalhos de prospecção e levantamento de dados da ovinocultura no Mato Grosso do Sul.

Pesquisas aplicadas junto aos produtores identificaram como principal demanda a comercialização e a lacuna relativa à escala de produção. Isso pautou a Câmara Setorial estadual para que a comercialização fosse destacada como prioridade", explica o pesquisador Fernando Reis.

Esta articulação envolveu Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Ovinos (Asmaco) e a Câmara Setorial Consultiva da Ovinocaprinocultura de Mato Grosso do Sul.

Com o modelo criado, é possível ter funcionalidades, como a emissão conjunta de Guia de Trânsito Animal (GTA) e Nota Fiscal, de modo a formalizar a comercialização de cordeiros em escala, para posterior destinação ao abate em frigoríficos inspecionados.

"Esse modelo fomentou o abate e o comércio, pois existia uma dificuldade muito grande na comercialização de ovinos.

A cadeia já se estruturou melhor e os produtores conseguem negociar valores com os frigoríficos, além de suprir também restaurantes e comércios locais", destaca a médica veterinária Suzana Ortega, coordenadora do programa de caprinos e ovinos da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

Bons resultados estimulam a ampliação do modelo

Segundo Suzana, é possível que o modelo seja replicado em outras propriedades semelhantes no Mato Grosso do Sul e em outros estados brasileiros, desde que cumpram requisitos sanitários básicos.

Entre eles, uma estrutura adequada para embarque e desembarque dos animais, divisões para separação de lotes, uma área de sequestro para animais com problemas sanitários e um manejo adequado de resíduos dos animais.

A ideia de ampliação do modelo é compartilhada pelo pesquisador Fernando Reis, que acredita no interesse em favorecer não somente a venda formal, mas também uma produção que atenda às condições sanitárias e a rastreabilidade do produto.

"Isso deverá ocorrer, principalmente como iniciativa dos órgãos de Defesa Sanitária Animal nos estados.

Geralmente, os rebanhos de ovinos e caprinos são pouco monitorados e já vem de longa data o desejo do Ministério em implantar o Programa Nacional de Sanidade dos Caprinos e Ovinos", acrescenta.

Outro aspecto favorável destacado pelo pesquisador é que a PDOA, inicialmente criada para atender a questões externas à propriedade rural, também tem possibilitado um trabalho de melhoria na criação "dentro da porteira" e a conscientização por adoção e uso de tecnologias.

Um exemplo disso é a cooperação técnica firmada por convênio entre a Embrapa e a Asmaco, em 2017, para implantação de unidades tecnológicas de referência e transferência de tecnologias para produção.

Fonte: Embrapa Caprinos e Ovinos

Foto: Ana Cristina Andrade