30/01/2020

 

Setor pretende elevar o número de animais de 3 milhões para 3,5 milhões no Rio Grande do Sul

Edemundo Gressler, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco)

Em 2019, o mercado para os criadores de ovinos foi extremamente promissor, com a valorização da carne e do mercado da alta gastronomia, a retomada da produção de lã, a demanda por leite e seus derivados, além de outros subprodutos advindos da ovinocultura. Esse crescimento traz duas grandes responsabilidades. 

Para os produtores, a busca pela profissionalização e, para a Arco, ações que tratem de transpor obstáculos do segmento, entre eles: a baixa natalidade e a baixa sobrevivência, passando pelo aperfeiçoamento genético e pela pesquisa.

Para 2020, projetamos também o aumento do rebanho, não só o gaúcho, mas de todo o Brasil. O Rio Grande do Sul já teve, na década de 1970, o número de ovelhas que tem hoje o país, em torno de 13 milhões de animais.

O último Censo Agropecuário do IBGE revelou números preocupantes para o setor, estimando o rebanho gaúcho em 3 milhões de cabeças, quantidade que queremos elevar para 3,5 milhões ainda neste ano. Nossos produtores precisam fazer esse dever de casa. Nossas ovelhas têm a capacidade de produzir mais crias!

As feiras de verão já nos apontam uma expectativa de números muito positivos. Resultados estes que são fruto do trabalho feito ao longo do ano por todos os produtores que visam rentabilidade para a produção. Além disso, os leilões de reprodutores devem ter importante crescimento em relação ao ano passado, e isso é extremamente estimulante para o mercado e para a cadeia produtiva. Há, também, busca por fêmeas, o que nos faz acreditar ainda mais no aumento do rebanho — teremos mais ovelhas parindo.

O mercado nos alertou no ano que passou, nos fez sair da zona de conforto e repensarmos nossos objetivos como produtores, para então voltarmos a acreditar na atividade. Temos um cenário extremamente promissor para a ovinocultura. É nisso que acreditamos e por isso que trabalhamos.

Fonte: Campo e Lavoura – ZH Foto: Anselmo Cunha