O SE DO OVINOCULTOR

Se fores capaz de superar dificuldades.
Em qualquer circunstância,
Acreditando no teu trabalho e capacidade.
Se trabalhar mais for tua ordem de comando.
Se melhorar sempre teu rebanho,
For tua meta e inspiração.
Se visitando um criatório de ovelhas,
Fores capaz de admirá-lo pela qualidade e nobreza,
Independentemente da raça ovina que estiveres olhando.
Se fores humilde para reconhecer teus erros,
Retificando rumos e valorizando os outros.
Se tiveres o desprendimento de ensinares,
O que aprendestes porque alguém te ensinou.
Se visitando uma cabanha de ovinos,
Fores capaz de estimar a obra alheia,
Como digna de ser imitada.
Se fores forte, lúcido e decidido,
Para praticares tudo isso com naturalidade,
Então meu filho, acredito que serás mais que um homem
Serás um verdadeiro e exemplar ovinocultor

Francisco Jorge Bofill
 

 História

Com o texto acima começamos com muito orgulho traçar alguns fatos históricos que marcaram a vida da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, a ARCO. A história desta entidade se confunde com a história da ovinocultura do Brasil, dos anos em que se cruzavam campos e mais campos a cavalo, até agora quando a modernidade, a internet e a fibra ótica encurtam demais todas as distâncias, ajudando a promover cada vez mais a congregação dos ovinocultores deste país.

Falaremos sobre homens visionários e de um gosto atávico pela ovinocultura que começaram pelo Rio Grande do Sul a traçar o futuro da criação de ovelhas em um país com mais de 20 estados, com climas e solos totalmente diferentes e trazer para si a responsabilidade de defender os interesses de todos e a tarefa profícua de trabalhar pelo melhoramento dos rebanhos e pelo aumento da produção de ovinos.

Talvez aqueles visionários e apaixonados criadores de ovinos da região dos pampas gaúchos não tivessem a verdadeira noção das suas ações nos idos de 1942, e que a criação da então Associação Riograndense de Criadores de Ovinos se tornaria em pouco tempo a Associação que congregaria todos os criadores de ovinos do Brasil, a ARCO. Em 18 e janeiro de 1942, reunidos durante a III Exposição Estadual na cidade de Santana do Livramento, sob a presidência de João Farinha nascia a ARCO – Associação Riograndense de Criadores de Ovinos, com a finalidade de congregar todos os criadores de ovinos do Estado do Rio Grande do Sul (RS) e trabalhar na classificação e melhoramento dos rebanhos e plantéis de ovinos no RS.
Depois de anos de um profícuo trabalho, a entidade gaúcha passou a ter status de nacional em 1975 e em 1977 recebeu o nº de inscrição de entidade nacional, através da Portaria nº 14, de 08 de junho de 1977, do Ministério da Agricultura.  Hoje são cerca de 18 colaboradores distribuídos nos setores de assessoramento técnico, administrativo e de registros.

Hoje a entidade tem cerca de 3000 associados nos 26 estados brasileiros e Distrito Federal, tem até a data do fechamento desta matéria   1.340.742 animais registrados de 28 raças. O engenheiro agrônomo, Francisco José Perelló Medeiros, Superintendente do Registro Genealógico da Arco, ressalta que o número de animais registrados aumenta todos os dias, “ a cada novo dia aumentamos consideravelmente a quantidade de ovinos registrados no Brasil”, diz o superintendente de Registros Genealógicos da ARCO.

A ARCO é uma entidade de expressiva representatividade e exerce um importante papel na seleção e aprimoramento das raças ovinas, chancelando o trabalho dos criadores brasileiros no melhoramento genético dos seus plantéis.
A ovelha teve sua introdução no Continente de São Pedro, através das Missões Orientais, procedente do Vice-Reinado do Peru, os animais se originavam da Espanha. A partir de 1801, quando o território do Rio Grande do Sul foi conquistado para o domínio de Portugal, os ovinos passaram a ser explorados como criação ancilar da bovinocultura. Existiam pequenos núcleos criatórios nas estâncias gaúchas, para fornecimento de carne fresca. A lã era fiada nas rocas para confecção de roupas, ponchos, cobertores, xergões. Os pelegos serviam para montaria.

 

Os problemas crônicos da época eram a sarna psoróptica, produzida por ácaro e a verminose.

Por ocasião da 1ª Guerra Mundial de 1914, os frigoríficos ingleses estabelecidos na região da Fronteira, estimularam a produção de cordeiros destinados à exportação. Introduziram raças Caranegras, principalmente carneiros Shropshire que eram cruzados com as ovelhas nativas de origem Merino. Com o fim do conflito (1918) abandonaram o programa de carne ovina, deixando como herança os fios pretos que desvalorizaram a lã.
No ano de 1938, a Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio do RS, criou o serviço de Peles e Lãs, dirigido pelo Prof. Geraldo Veloso Nunes Vieira. Este técnico entusiasta pela criação da ovelha, organizou em 1939 a 1ª Exposição Estadual de Lãs, na cidade de Uruguaiana. Deste certame que reuniu expressivo número de criadores riograndenses, partiu a pregação doutrinária à exploração racional e econômica da ovelha.

 

Os pecuaristas passaram a refletir sobre as potencialidades da espécie ovina. A motivação e o entusiasmo culminaram com a fundação da Associação Riograndense de Criadores de Ovinos, em 08 de janeiro de 1942, na cidade de Santana do Livramento, ao ensejo da 2ª Exposição Estadual de Lãs. Neste mesmo ano a Secretaria de Agricultura, através do Serviço de Erradicação da Sarna Ovina, buscava exterminar com o ácaro prejudicial.Foi uma campanha memorável que honra os veterinários gaúchos.

Recorda-se os nomes de Nei Krames Amaral, Canuto Martins Filhos e Raul dos Santos Abreu. Atendendo o aspecto de melhoramento do rebanho (pela ARCO) e do combate à sarna (pelo S.E.S.O), restava resolver o outro problema crônico: a verminose. Os medicamentos estão existentes eram pouco eficazes. Surgiu então, a fenotiazina, lançada no mercado em 1944, revelou-se um vermífugo poderoso no controle dos parasitos gastro-intestinais.Reduzida drasticamente a mortalidade, o rebanho cresceu e a produção de lã atingiu cifras nunca alcançadas.

Com o aumento crescente da produção de lã, os criadores começaram a ter problemas de comercialização. A solução encontrada foi a organização das cooperativas de lã. Com o apoio e os recursos do Ministério da Agricultura, dirigido pelo baiano Apolônio Sales fundaram em 1933 as cinco primeiras cooperativas de lãs, em Pelotas, Bagé, Uruguaiana, Alegrete e Livramento. Destaca-se outra contribuição importante do Ministério da Agricultura, nesta época, o programa de inseminação artificial em ovinos, liderado pelo Prof. Antônio Mies Filho.

Pode-se afirmar que a década de 40, foi a década da ovelha no Rio Grande do Sul. A ARCO deslanchou efetivamente a partir de 1944, quando teve a sua organização completada pelo então presidente Engenheiro Agrônomo José Alves Nunes Vieira que promoveu a 1ª Exposição de Ovinos Controlados, em Pelotas, no ano de 1945. Desde então este certame vem se renovando anualmente de modo ininterrupto, inicialmente no interior do Estado (Bagé, Livramento, Uruguaiana), depois integrando as mostras estaduais do Menino Deus (Porto Alegre) e hodiernamente no Parque Assis Brasil (Esteio).

A entidade mantém o Registro Genealógico de Ovinos (FBB) por convênio com o Ministério da Agricultura. Por intermédio de seus técnicos desenvolve o Serviço de Seleção Ovina nos rebanhos de ovelha em todas as unidades da Federação Brasileira, onde a espécie é criada.


 

 

 ARCO 75 anos

A propósito da comemoração dos 75 anos de existência da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, propomo-nos a tecer algumas considerações que servirão de subsídios à sua história.

O surgimento oficial se deu na cidade de Santana do Livramento, a 18 de janeiro de 1942, com a ata de constituição e fundação lavrada por ocasião da III Exposição de Lãs, promoção realizada sob os auspícios da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio do Rio Grande do Sul. A Assembléia Geral teve lugar no Casino Internacional, local da mostra riograndense de lãs, sendo dirigida pelo presidente da Associação Rural de Livramento, João Souto Duarte. Os trabalhos foram secretariados pelo Engenheiro Agrônomo Nelson Sá Sarmento.

O mérito da idealização desta associação de ovinocultores cabe ao Prof. Geraldo Nunes Vieira, Chefe do Serviço de Peles e Lãs, que contou com a liderança e o apoio decidido do Eng. Agr. Ataliba de Figueiredo Paz, Secretário da Agricultura, Indústria e Comércio. Coube ao Prof. Geraldo expor os motivos da reunião, colocando em discussão as principais finalidades da ARCO, que estariam consubstanciadas nos itens seguintes:
1) Congregar todos os criadores de ovinos do Estado, para numa intima colaboração com os poderes públicos, promover a execução de um programa de melhoramento sistemático do rebanho ovino, fundamentalmente na produção lanígera;
2) Assumir a classificação dos rebanhos gerais, orientando aos criadores na escolha da raça mais adequada aos diversos tipos de campo;
3) Selecionar ovelhas para formação de plantéis e destes núcleos obter reprodutores nacionais tatuados S.O;
4) Incentivar a criação de ovelhas em outras zonas do Estado, expandindo a ovinocultura;
5) Pleitear junto aos poderes público, facilidades para importação de reprodutores, machos e fêmeas, destinados a elevação do nível zootécnico dos plantéis nacionais;
6) Organizar anualmente uma grande exposição de ovinos controlados, com a instituição de prêmios aos exemplares mais destacados de cada raça;

Ficou decidido ainda que a sede da ARCO seria móvel, de acordo com a residência dos dirigentes eleitos.

A primeira diretoria com caráter provisório ficou assim constituída: João Farinha, presidente; Floriano Bitencourt, vice-presidente; Nelson Sá Sarmento, 1º Secretário; Miguel Rovira Júnior, 2º secretário; Antônio Cândido Franco, tesoureiro; Paulo Martins da Silva, adjunto de tesoureiro; Carlos Barbat Riveiro, diretor técnico;Sylvio da Cunha Echenique, João Paes Vieira, Telmo Martins Bastos, conselheiros técnicos; Pedro Pires, João Souto Duarte e Felisberto de Freitas Rodrigues, conselheiros fiscais.
A ARCO foi registrada sob o número de ordem nº 59, às páginas 71/71, do Livro III E, do Registro das Sociedades Civis da Comarca de Bagé.

Em maio de 1942, surgiu a proclamação dirigida à classe rural, lançada pela Associação Riograndense de Criadores de Ovinos, fazendo análise da situação da ovinocultura gaúcha, detendo-se especialmente na produção da lã. Destaca o documento a fundação da ARCO, registrando: “um grupo de criadores residentes em Bagé, secundados nos seus esforços por elementos de outros municípios e com a Federação das Associações Rurais, estabeleceram os lineamentos fundamentais e marcaram a orientação a seguir pela novel agremiação de classe denominada Associação Riograndense de Criadores de Ovinos. ” O texto completo deste trabalho consta no Boletim nº 1 da ARCO, distribuído em dezembro de 1942.

Os caminhos iniciais percorridos pela ARCO foram árduos e com resultados concretos pouco animadores, em que pese os esforços do Prof. Geraldo, batalhando em meio às dificuldades para que não morresse o projeto idealizado.

A primeira diretoria da ARCO exerceu o mandato até a convocação da Assembléia Geral Ordinária que se realizou em 12 de outubro de 1942 na sua sede social, nos altos do edifício do então Banco do Rio Grande do Sul, em Bagé. Na oportunidade foram escolhidos os novos dirigentes para o biênio 1942/1944. A diretoria ficou assim formada: Ataliba Figueiredo Paz, presidente de honra; João Farinha, presidente; Antônio Cândido Franco, 1º vice-presidente; Belisário Sá Sarmento, 2º vice-presidente; Miguel Rovira Júnior, 1º secretário; Eurico Quadros Athayde, 2º secretário; Uratau Gomes, 1º tesoureiro; Darcy Barcellos, 2º tesoureiro; Geraldo Veloso Nunes Vieira, diretor técnico; Nelson Sá Sarmento, João Paes Vieira e José Alves Nunes Vieira, conselheiros técnicos;Pedro Pires, José  Carrion Móglia e Felisberto de Freitas Rodrigues, conselheiros fiscais; Álvaro Fagundes, Fernando Ximendes Sá, Leonardo Simões Vaz, Silvio da Silva Tavares, Carlos Barbat Riveiro e Dirceu Paiva de Castro, diretores.
Aos 13 dias do mês de outubro de 1944, a Assembléia Geral Ordinária elegeu o seguinte grupo de mandatários para o biênio 1944/1946: Ataliba Figueiredo Paz, presidente de honra; José Alves Nunes Vieira, presidente; Darcy Barcellos, 1º vice-presidente; Belisário Sá Sarmento, 2º vice –presidente; Arnulfo A. da Costa Alfaia, 1º secretário; Miguel Rovira Júnior, 2º secretário; Leonardo Simões Vaz, 1º tesoureiro; Darcy Grillo, 2º tesoureiro; Antenor Kluwe Sá, diretor técnico;  Nelson Sá Sarmento, Oscar Barcellos Rocha,  Lourival Mendonça de Souza, conselheiros técnicos; João Farinha, José Carrion Móglia, Antônio Cândido Franco, conselheiros fiscais; João Francisco Tellechea, Cezer Tetamanzzi, Antônio Dias Soares, Arnaldo Ferreira, Ismael Bicca Nunes e João Paes Vieira, diretores. No início do período o Sr. Arnulfo Alfaia manifestou a impossibilidade de atender os serviços da secretaria, sendo convidado para assumir este cargo o senhor Alcides Quadros Magalhães.

Sob o comando do Engenheiro Agrônomo José Alves Nunes Vieira, esta diretoria da ARCO, organizou e estruturou a entidade, consolidando de maneira definitiva sua liderança dentro da ovinocultura gaúcha. Organizando os serviços de secretaria e tesouraria, agilizando as cobranças e promovendo ampla campanha de novos associados, a diretoria desenvolveu intensa atividade, fazendo dez proveitosas reuniões de outubro de 1944 a março de 1946, no espaço de pouco mais de um ano. E nos intervalos desenvolvendo importantes trabalhos.

Foi elaborado pelo Dr. Antenor Kluwe Sá, o Regulamento da 1ª Exposição de Ovinos Controlados. Esta se realizou em Pelotas, com amplo sucesso, abrindo a séria anual de mostras oficiais de ovinos promovidas pela ARCO e organizadas de maneira ininterrupta até os dias atuais. Elaborada nova Ficha de Inspeção, a mesma entrou em vigor imediatamente, ampliando-se o Serviço de Seleção Ovina. Admitidos novos técnicos, reorganizou-se o zoneamento das inspeções. A ARCO engajou-se na campanha do Serviço de Erradicação da Sarna Ovina e no combate à verminose, gestionando a importação de fenotiazina, para ser repassada a preço acessível, aos produtores de ovelha. Durante estes dois anos foram publicados, três boletins com informações sobre a Associação e a criação de ovinos. Surgiu o primeiro anuário da ARCO, com vasta matéria de interesse da ovinocultura e trabalhos desenvolvidos pela Associação.

Esta diretoria, com pequenas alterações na sua constituição foi reeleita para os biênios 1946/1948 e 1948/1950. Triplicou o número de associados; organizou outras exposições oficiais da ARCO: em Bagé (1942, 1947 e 1949), Livramento (1948) e Porto Alegre (1950); publicou mais três boletins; promoveu junto com o Ministério da Agricultura o incremento da inseminação artificial de ovinos. Finalmente, através do Convênio com o Registro Genealógico Sul Riograndense e o Ministério da Agricultura, a entidade assumiu o Flock-Book Brasileiro.

José Alves Nunes Vieira levou para ARCO, na função de secretário-gerente, a Jerônimo Franco Júnior, que mostrou-se um funcionário zeloso e leal, prestando inestimáveis serviços redatoriais e na correspondência. Recordamos ainda, como destacados colaboradores na organização e estruturação da Associação, os nomes de Geraldo Veloso Nunes Vieira, Martim Magalhães Rossel e Antenor Kluwe Sá.

Neste período, por iniciativa e facilidades obtidas pela ARCO, houve grande importação de ventres de diversas raças lanígeras, especialmente de origem uruguaia. Foram obtidos financiamentos especiais junto à Secretaria e Ministério da Agricultura para aquisição de reprodutores.

O entrosamento mantido pela ARCO, com as cooperativas de lã fundadas no ano de 1944, nos municípios de Pelotas, Bagé, Uruguaiana, Alegrete e Livramento, motivou os criadores para o melhoramento do rebanho ovino, gerando exigências no cuidado, manejo e atenção ao rebanho.
Importantes resoluções foram tomadas por esta diretoria executiva e pelo seu conselho técnico, como a adoção da dupla tatuagem nos reprodutores a partir de 4 dentes e ao controle de tosquia, nas exposições oficiais da ARCO.

Os primeiros inspetores-técnico que atuaram na ARCO, realizando o serviço de seleção ovina em plantéis e rebanhos gerais foram: Mário Burck Santos, Antenor Kluwe Sá, Osmar Salis Brasil, Caio Poester, Átila Sá Siqueira e Jorge Fleck Paixão.

No mesmo expediente a ARCO dava a informação sobre a origem e finalidade de produção de cada uma das raças citadas.
1º) O Merino Australiano é originário da Austrália, país que tem o maior rebanho ovino do mundo. Especializado na produção de lã e de alta qualidade.
2º) A Santa Inês representa os ovinos deslanados nordestinos. Raça produtora de pele e carne, teve algum incremento na sua aptidão carniceira e capacidade de aleitamento. Cria satisfatoriamente dois cordeiros.
3º) O Hampshire Down é raça inglesa especializada em carne, fazendo parte do grupo das chamadas “caras-negras” muito utilizada na produção de cordeiros de abate, tanto em animais puros, como nos cruzamentos com raças lanígeras.
4º) O Corriedale é raça de duplo propósito, carne e lã. Formado na Ilha do Sul da Nova Zelândia. Por seu equilíbrio, é uma raça cosmopolita, sendo a mais criada no Rio Grande do Sul e em todo o Cone Sul americano. Produz lã de finura média e cordeiro de bom peso.

A  ARCO é uma associação de criadores de ovinos, responsável pelo fomento da ovinocultura e melhoramento da espécie.
Inicialmente de âmbito regional, expandiu suas atividades passando a ter atuação nacional. Tem sob sua responsabilidade o Serviço de Seleção Ovina, o Registro Genealógico de Ovinos (flock-book brasileiro); a organização anual de uma mostra denominada Exposição de Ovinos Controlados, que se realiza no Parque Assis Brasil, em Esteio e o Programa de Melhoramento Ovino (Promovi), seleção através de medidas objetivas de produção. Diversos cursos de ovinotecnia foram patrocinados pela ARCO, destinados especialmente a técnicos de outros estados brasileiros. Um programa de orientação e manejo na criação de ovinos está sendo executado no Nordeste Brasileiro, Paraná e São Paulo, com incentivo à exploração do ovino-carne.

O número de associados da ARCO é de 3.340 sócios contribuintes, distribuídos em todos os estados da Federação. As Inspeções de Registro e orientação técnica aos associados são realizadas por 114 Inspetores Técnicos credenciados pelo MAPA e cadastrados pela ARCO, sediados por todo o Brasil. São conveniadas com a ARCO vinte e duas Associações Estaduais de Criadores de Ovinos, já as Associações Nacionais de Raças cadastradas na ARCO são em número de 24.

Por determinação do MAPA, a ARCO criou o Regimento Interno do Colégio de Jurados; o Regulamento de Exposições e Feiras e o Projeto de Formação de Raças, além disso a entidade mantém convênio com Universidades e Embrapas. Em cumprimento ao Regulamento do Serviço de Registro Genealógico de Ovinos, aprovado pelo MAPA, a ARCO realização anualmente reuniões regionais de reciclagem há 13 anos a reunião técnica nacional, com a participação de todos os Inspetores Técnicos.
Anualmente a ARCO realiza a FENOVINOS, feira e exposição nacional rotativa de ovinos.

Nestes 75 anos de existência a ARCO dirigiram seus destinos os seguintes presidentes:
João Farinha, José Alves Nunes Vieira, Armando Azambuja Almeida, José Cipriano Nunes Vieira, Roberto Magalhães Suñe, Lauro José Azevedo da Silva Tavares, Amilcar da Rosa Bitencourt, Orvandil Barreto de Luz, Álvaro Roberto Corrêa de Azevedo, João Manuel Saraiva Vieira, Jair Menezes, Luis Carlos Veloso Brum, Glênio João Prudente e atualmente, Paulo Afonso Schwab.