Bem-vindo ao Programa de Desenvolvimento e Qualificação da Ovinocultura Gaúcha

                     O Rio Grande já foi um grande produtor de ovinos na década de 70. Hoje tem na Ovinocultura uma grande alternativa onde o produtor pode agregar valor a sua propriedade, uma vez que esta atividade vem apresentando boa rentabilidade, tanto na produção de lã, como na produção de carne e atualmente na produção de leite ovino. Seus produtos e subprodutos vêm apresentando bons preços, atraindo novos produtores para a atividade, mas como qualquer outra, a ovinocultura necessita de apoio tanto das entidades governamentais como das entidades público-privadas, através de planejamento e programas, possibilitando ao produtor chegar a índices de produção compatíveis com a atividade.
                        A carne ovina hoje produzida no Estado está deixando o mercado totalmente desabastecido. A demanda por carne é muito grande tanto no Rio Grande do Sul como no Brasil, necessitando de produção de matéria prima, que abasteça o mercado consumidor. Portanto existe a necessidade de um aumento no rebanho gaúcho para que consigamos uma boa produção de cordeiros para abate, e uma organização da cadeia produtiva que permita escala, possibilitando a oferta de produto regularmente durante o ano. Deve-se enfatizar que o consumidor está mais exigente e disposto a pagar preços mais elevados por produto de qualidade.
                      Hoje a cadeia produtiva da carne ovina encontra-se desorganizada havendo excessiva variação de preços pagos ao produtor, períodos de entressafra longos, falta de produtos, ociosidade de algumas plantas frigoríficas, variação da qualidade e características dos animais disponíveis para abate. Vários fatores interferem nestas variantes, como o tamanho médio dos rebanhos é pequeno, resultando em dificuldades de comercialização e de logística de compra e transporte de animais pela indústria.
             O projeto Cordeiro Gaúcho, visa através do estímulo ao associativismo e cooperativismo, uma organização da cadeia ovina gaúcha, possibilitando agregar valor ao produto carne de cordeiro, propiciando ganhos de gestão, e viabilizar o crescimento da produção, em especial nas pequenas propriedades. Este trabalho faz-se necessário uma vez que o Rio Grande do Sul hoje é o maior produtor de cordeiros do Brasil e precisa de uma organização da cadeia para que a ovinocultura retorne a importância sócia econômica que foi no passado.
                  O mercado de lã que por vários anos se manteve com preços baixos e desestimulou totalmente os produtores Gaúchos que tinham seus rebanhos voltados exclusivamente para a produção de lã, onde a carne ficava em segundo plano, muitas vezes para o consumo dos estabelecimentos. O consumo de lã no mundo apresenta hoje uma demanda muito grande, isto faz com que o produto fique valorizado no mercado internacional. Os rebanhos mundiais estão praticamente reduzidos a menos da metade do que existia há alguns anos atrás, pois a grande oferta de lã no mercado internacional no passado, fez com que o preço entrasse em queda livre, no entanto o mercado está tomando novos rumos, mostrando que os preços comercializados deverão se manter por muitos anos.
                    O Rio Grande do Sul é um grande produtor de lã merina, mas precisa padronizar a finura para agregar valor, fazendo o que vem sendo feito pelo nosso país vizinho, o Uruguai, que há alguns anos começou um trabalho com a Raça Merino Australiano, buscando afinar, seus rebanhos, o qual hoje tem um produto diferenciado no mercado, onde os produtores estão recebendo da indústria de acordo com a qualidade, e não pelo tipo de lã como é remunerado no Brasil.
               Hoje a raça Merino Australiano é criada nos campos mais fracos do Rio Grande do Sul, onde o produtor busca com a lã o que dificilmente conseguiria com uma raça de carne, pois teria que provavelmente suplementar seus animais para poder terminá-los até o abate elevando o custo de produção. A raça Merino Australiano está adaptada a estes campos, mas também produz muito quando em campos de melhor qualidade. Portanto, devemos proporcionar condições para que estes produtores, onde na sua grande maioria são pequenos e médios, e até hoje estão acreditando na raça e na sua valorização. Pelos levantamentos do volume de lã merina comprados pela indústria, o Rio Grande do Sul deve ultrapassar os 400.000 ovinos da raça Merino.
             A esquila Tally Hi é utilizada no mundo inteiro, enquanto no Estado ainda é costume a esquila a martelo (tesoura manual). Este método proporciona uma valorização da lã devido a uma melhor qualidade na esquila.
                A esquila Tally Hi traz várias vantagens como:
             - É um sistema de esquila australiano onde o animal é esquilado totalmente solto;
             - Permite a retirada do velo inteiro;
             - Não oferece resistência ao esquilador, permitindo uma esquila com melhor qualidade e melhor rendimento;
             - Diminui o estresse do animal;
             - O rendimento é muito superior ao método tradicional, podendo chegar a mais de 200 animal/dia/esquilador;
             - A indústria recebe um produto mais qualificado;
             - Acondicionamento de um produto sem contaminação.
             Trata-se de um método que permite ao produtor que ao longo do ano tratou este animal para que produzisse um produto de qualidade, e na tosquia pode comprometer todo este trabalho. Através da Tally Hi, o produtor terá uma lã diferenciada, seja no processo de retirada da lã do animal, como também na classificação e armazenagem, sendo exatamente o que a indústria preconiza.




Programas de Lã

                    A realidade da ovinocultura laneira, hoje, é o oposto à de vinte anos atrás. Até o final dos anos 80, o sistema cooperativo era forte, mais de 20 cooperativas realizavam 90% da comercialização.
          O produtor era remunerado pela qualidade de seu produto, classificação da lã, além da Cooperativa fornecer assistência técnica, apoio financeiro para despesas de custeio da propriedade, entre outras vantagens.

Projeto Esquila Tally HI

                     Devido ao desestímulo sofrido pelo produtor, diminuição no rebanho ovino gaúcho e a necessidade de buscar alternativas para a valorização e comercialização deste produto.

Projeto Cordeiro Gaúcho

                     Este programa se faz necessário uma vez que o Rio Grande do Sul é hoje o maior produtor de cordeiros do Brasil e precisa de uma organização da cadeia para que a ovinocultura retome a importância sócia econômica.